Blog que retrata os acontecimentos do mar e porto de Viana e arredores, nos bons e maus momentos, dos pequenos aos grandes senhores.

18
Set 10

Só um grande motivo me podia desviar de assistir ao programa deste evento relacionado com embarcações. De facto não pude dizer que não aos meus netos e fui com eles ao Campo do Gerês aos anos duns amiguinhos.

Ontem, porém, consegui assistir à montagem da exposição de terra de alguns barcos junto à Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, onde tirei algumas fotografias interessantes e hoje pela manhã ainda tive oportunidade de assistir a algumas manobras de embarcações tradicionais no estuário do Rio Lima, tirando algumas fotografias não muito conseguidas, devido à posição em que me encontrava na margem direita do rio, contra o sol. Apesar destes inconvenientes, não resisti a fixar na digital algumas manobras dessas embarcações que aqui apresento.

À tarde, tive pena de não poder assistir aos outros pormenores do programa, especialmente assistir ao seminário, que certamente foi interessante atendendo aos temas propostos.


 

A masseira ou gamela guardesa muito usada em Vila Praia de Âncora

 


 

 

Catraia N.ª S.ª D'Agonia do Clube de Vela de V. do Castelo

 

 

Barco moliceiro da Associação Amigos da Ria, da Murtosa

 

 

Uma catraia (?) bolinando no rio Lima

 

 

Catraia N.ª S.ª dos Anjos de Esposende

 

 

A catraia "Briosa" de Vila do Conde à bolina, cruzando com outra (?) a um largo no rio Lima

publicado por dolphin às 23:20

Foi no longínquo ano de 1939 que o lugre de 4 mastros, casco em aço e motor auxiliar, entrava nas águas do Lima, para aí fazer hiberneira depois da 1.ª viagem ao mar Ártico.

Durante 26 anos fez de Viana do Castelo o seu porto de abrigo e descanso para repousar das agruras e tormentas dos mares gelados da Terra Nova e Groenlândia até à partida para nova campanha.

Um dia foi vendido pela Empresa de Pesca de Viana, em fase de renovação da frota, à Empresa Ribau da Gafanha da Nazaré.

Em 1970, fui convidado, através de um amigo, a embarcar de Imediato no S.M.Manuela. Apresentei-me ao capitão João Guilherme, mas nesse mesmo dia fui "transferido" para o Avé Maria e passado uma semana estava a matricular de piloto no Lutador para a minha 1ª viagem à pesca do bacalhau.

O S. M. Manuela foi um navio que deixou muitas saudades em Viana do Castelo não só aos que nele embarcaram como aos vianenses em geral, por isso a vinda deste navio em romagem de saudade, vai por certo trazer muita emoção e carinho aqueles que de perto viveram as partidas e chegadas como eram sentidas naqueles tempos distantes.

Esta manhã (17) não resisti à tentação de ir ver entrar o S. Maria Manuela pelo canal de acesso ao Cais Comercial, percurso diferente daquele que estava habituado a fazer no acesso à antiga Doca Comercial e tirei algumas fotos que ficarão como recordação desta visita de cortesia.

 

Entrada entre molhes

 

 

Com dois "roncadores" pelos traveses - a BB o de pedra; a EB o de aço

 

 

Rumo ao novo cais

 

 

Com a bóia de "bifurcação" por BB

 

 

Espreitando os estaleiros com o Atlântida em espera . . .

 

 

Serenamente rio acima

 

 

Com a Estação de Pilotos na amura de BB

 

 

Contemplando a cidade e o Monte de Santa Luzia

 

 

Repousando no Cais Comercial contemplando de longe a cidade

 

 

Até parece que está na Doca Comercial

publicado por dolphin às 00:56

11
Set 10

80º Norte e Histórias Desconhecidas dos Grandes Trabalhadores do Mar, são títulos de dois livros da autoria do Capitão da Marinha Mercante Valdemar da Cruz Aveiro, ontem lançados ao público em Viana do Castelo a bordo do Navio-museu "Gil Eannes", pela editora "Futura".

 

O "Capitão Valdemar" como é sobejamente conhecido de norte a sul de Portugal no meio piscatório e empresarial do sector bacalhoeiro, para além  das suas qualidades morais de bondade, solidariedade e amizade, é um contador nato de histórias factuais que aconteceram na sua longa vida de homem do mar.

 

Na dissertação que ontem fez a propósito da reedição destes dois livros, confessou, visivelmente emocionado, que um dos motivos porque os escreveu deve-se à "saudade" que sentiu do mar, da actividade da pesca, dos homens que o acompanharam na "Grande Faina" ao longo dos anos e da necessidade de dar visibilidade à "Epopeia do Bacalhau" para que ficasse na memória dos homens, por que a tradição oral perde-se ao fim de duas gerações.

 

A maneira sentida como descreveu as passagens reais e o ênfase que pôs nas palavras, cativaram o auditório que seguiu atentamente a sua palestra, culminando com uma efusiva salva de palmas.

Muito mais havia para dizer a respeito do Capitão Valdemar, mas a melhor forma do leitor conhecer o autor é lendo a sua obra que aconselho, não só pela novidade como pela forma como é descrita, que nos cativa do princípio ao fim.

publicado por dolphin às 13:23
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