Blog que retrata os acontecimentos do mar e porto de Viana e arredores, nos bons e maus momentos, dos pequenos aos grandes senhores.

31
Dez 08

Todos sabemos que foi Pedro Álvares Cabral quem descobriu o Brasil, mas a maioria não sabe quem foi o primeiro colonizador, o primeiro governador, o fundador desse grande país da América do Sul.

O Município Vianense está a comemorar os 750 anos da atribuição do primeiro foral à vila de Viana da Foz do Lima por D. Afonso III em 1258, com um vasto e rico programa.

Hoje foi a vez de homenagear a figura desse grande e ilustre vianense, talvez o maior, na opinião de pessoas de reconhecidos conhecimentos e mérito intelectual, que se chamava Diogo Álvares, mais tarde nomeado também Diogo Álvares Correia - O CARAMURU - para os índios tupinambás.

Ele foi o primeiro português a habitar a Baía (S.Salvador) depois de ter sobrevivido a um naufrágio em que o navio foi de encontro a um maciço de recifes ainda hoje existentes na foz do rio Vermelho.

Segundo Miguel Real, Diogo Álvares teria sido o único sobrevivente do naufrágio e teria conseguido levar consigo um arcabuz seco e municiado com o qual intimidou os índios ao disparar para o ar um tiro com que matou dois pássaros, amedrontando-os e conseguindo desta forma ser reverenciado e respeitado pelos índios que lhe chamaram Caramuru ( moreia, em tupi) devido ele ter saído dos rochedos onde habitavam as moreias que eram (ainda são) temidas pelos pescadores.

Diogo Álvares era um vianense que nunca quis regressar a Viana, tendo vivido cerca de 50 anos na Baía e aí ter formado a primeira comunidade, tendo-se tornado morubixaba, chefe de  cerca de 1000 índios e casado com a filha do morubixaba de Taparica, Catarina Paraguaçu.

 

 

A homenagem a este grande vianense criador da Brasilidade, foi dividida em três partes: -Inauguração duma exposição no Museu de Arte e Arqueologia, em que são realçadas várias facetas de Diogo Álvares:

- aventureiro, a bordo do barco que o levou ao Brasil;

- arrojado, disparando o tiro que fez com que os índios o respeitassem;

- empreendedor, a receber uma carta de D.João III que reconhece o seu papel entre os índios,

- assumindo os seus valores culturais, casando com Paraguaçu.

 

Outros aspectos são evidenciados nesta exposição como a relação sempre existente entre as duas comunidades  Brasil-Viana; Viana-Brasil, realçando histórias e homens que fizeram história em Viana e no Brasil.

 

A segunda parte decorreu no auditório da nova e magnífica Biblioteca Municipal, tendo como tema a apresentação do livro,  CARAMURU - Poema Épico do Descobrimento da Baía  (os «Lusíadas Brasileiros») da autoria de José de Santa Rita Durão, edição crítica do Prof. Doutor Amadeu Torres, prefaciado por Defensor Moura, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, acérrimo defensor da vianidade de Diogo Álvares, o construtor da Brasilidade.

 

No dia 31, último dia do ano de 2008, na transição para 2009, será inaugurada na Praça da República uma estátua da autoria de mestre José Rodrigues, simbolizando a epopeia desse ilustre vianense que tão bem dignifica a gesta do povo vianense ao longo de 750 anos da sua história.

 

 

 

publicado por dolphin às 01:20
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