Blog que retrata os acontecimentos do mar e porto de Viana e arredores, nos bons e maus momentos, dos pequenos aos grandes senhores.

09
Abr 10

8- NAUFRÁGIO DO "RODOLFO"

 

O palhabote "Rodolfo" era um pequeno navio de 250 toneladas, construído em 1898 nos Estaleiros do Cais Novo. Recebeu o nome em homenagem a um apaixonado pela navegação à vela, como foi no seu tempo Rodolfo Vieitas Costa.

Foi construído com um objectivo, transportar toros de madeira de 20 metros de comprimento  para a construção de pontes nas minas de S. Domingos por isso possuía uma espécie de janela aberta na prôa.

Em relação ao comprimento era um navio bastante estreito, de pequena boca, por isso com carga leve, navegava com a borda a rasto e , bem carregado, adornava muito, o que o tornava perigoso nos meses de inverno, tendo sido por isso mesmo alcunhado de "navio dos credos".

 

 

Palhabote "Rodolfo"

 

No dia 20 de Janeiro de 1909 cerca das 08.00 o palhabote "Rodolfo", da praça de Viana do Castelo, propriedade  do sr. João António Magalhães Viana Júnior, grande industrial, comerciante e armador de navios Vianense, naufragava num banco de areia formado no canal da barra, por acção da cheia do dia 22 de Dezembro de 1908.

O navio procedia de Setúbal com um carregamento de sal e cimento e estava seguro na Companhia Confiança Portuense, bem como parte do carregamento.

A tripulação, como o mar estava agitado e partia junto ao navio, para não ser posta em perigo, foi aconselhada a desembarcar e a vir para terra no barco salva-vidas, perdendo todos os seus haveres. Igualmente todos os aprestos do navio, incluindo toda a documentação e livros de bordo foram perdidos.

Foi feito telegráficamente um pedido ao Departamento Marítimo do Norte, solicitando a vinda de um rebocador e imediatamente foi dada provisão a este pedido, zarpando de Leixões o reboque "Tritão" que  chegou à barra de Viana cerca das 15.30, contudo, devido à forte agitação do mar e ao adornamento do "Rodolfo", nada pôde fazer.

O "Rodolfo" acabou desfeito pela fúria do mar que batendo contra o costado o desfez em pouco tempo.

 

Fontes: A Aurora do Lima 21-01-1908; Museu Municipal-Últimos Veleiros do Porto de Viana

Viana do Castelo, 2010-04-01

Manuel de Oliveira Martins

publicado por dolphin às 00:40

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