Blog que retrata os acontecimentos do mar e porto de Viana e arredores, nos bons e maus momentos, dos pequenos aos grandes senhores.

25
Jun 11

Até quando continuaremos a ver imagens como estas? ... até quando ...

 

 

 

 

Como estas, muitas outras fotografias que ao longo dos anos fomos tirando, preservando um património visual que os vianenses tanto estimam e se habituaram a visualizar diáriamente.

Com as recentes notícias, nada animadoras, quanto ao futuro dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, interrogamo-nos até quando será possível manter estes quadros vivos que registam a actividade desta indústria de construção naval que remonta aos meados do século passado (1944).

De quem é a culpa? Não sabemos e certamente não haverá ninguém que o possa afirmar em concreto. Pouco importa agora descobrir ou atribuir culpas a A, B, ou C. É tempo perdido. O que importa agora, e já, é encontrar uma solução que viabilize duma vez por todas, sem remendos, o barco que está a afundar-se. Quem anda no mar sabe que por vezes é necessário deitar carga ao mar para salvar o navio de naufragar, é custoso ter de o fazer, mas é melhor do que irem todos para o fundo. A menos que se queiram tornar todos em heróis, o que duvido.

A indústria de construção naval é ingrata, porque incerta. Tem picos. Sempre assim foi e sempre assim será. Neste momento, no Ocidente, está a atravessar uma crise, derivado à concorrência dos países asiáticos. Esta situação não vai durar eternamente, é necessário adaptar as estruturas para suportar esta fase. Tempos melhores virão, depois de se estabelecer o equilíbrio que a globalização da economia mundial gerou. Até lá é necessário que todos, mas mesmo todos(patrões e operários, governantes e cidadãos), deêm as mãos no sentido de gerarem um consenso para definirem qual é a carga que cada um tem que atirar ao mar para salvar o barco. Se assim não procederem, adeus Estaleiros Navais, adeus país. Ficaremos apenas com as memórias das fotografias que tiramos...

 

publicado por dolphin às 16:17

Um artigo da Economist de Agosto de 2010 onde já se retratava o panorama negativo da indústria de construção naval europeia:

http://www.economist.com/node/16010432

Os últimos 2 parágrafos do artigo apontam áreas onde os estaleiros da Europa podem ser competitivos e novas oportunidades.
Anónimo a 26 de Junho de 2011 às 11:08

Desconhecia o artigo do Economist . Obrigado por o ter referido. Na minha perspectiva, ao referir a adaptação dos estaleiros a novas estruturas, estava subjacente a dinâmica necessária a implementar na construção naval no sentido da conquista de novos mercados que a globalização inevitavelmente vai gerar, não esquecendo um que está emergente que é o do ambiente.
dolphin a 26 de Junho de 2011 às 16:29

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